domingo, 27 de março de 2011

PEDAÇOS

Hoje sou pedaços costurados
Restos,estilhaços,cacos
De tomos os formatos e tamanhos
Fico tentando colar
Aparando as arestas
Nesse estranho mundo,o que me resta???
Solidão amarga, a carga pesada do passado
Derrotada,sem vida,sem ilusão
Olho no espelho e não me reconheço
Porque,tão caro o preço???
Desapareço a cada dia
Um ser vivo sem vida
Curando as feridas
Sangra meu coração
É vida sem vida
O não escancarado,sem perdão
Eu só quis ser feliz
Acabei nesse deserto de dor e desilusão

CEIÇA PROCOPIO

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